Exposição em Madrid

Inaugurou esta terça-feira, no Museu Rainha Sofia, em Madrid, a maior exposição de sempre dedicada a Paula Rego. Toda a obra da pintora poderá ser vista (re)descoberta até ao fim de Dezembro, numa retrospectiva que a confirma como uma das grandes artistas de hoje.

Segunda-feira, 24 de Setembro de 2007

Um olhar sobre Paula Rego

O aborto, a guerra, Salazar, a figura feminina, contos tradicionais portugueses ou situações de obras de Kafka e de Eça de Queirós são apenas alguns dos temas abordados nos seus quadros. Entre retratos com tanto de prosaico como de crítico, onde o surrealismo e o expressionismo se cruzam com o grotesco, Paula Rego tem sedimentado uma obra cada vez mais reconhecida internacionalmente. Prova disso é ter sido considerada, em Inglaterra - país onde reside - uma das quatro maiores pintoras vivas do nosso tempo.

 

A artista nasceu em Lisboa em 1935, e desde cedo demonstrou gosto pelo desenho, talento confirmado pelos professores da St. Julian's School, no Estoril, onde estudou na adolescência. Na década de 50 partiu para aquela que seria a sua cidade nos anos vindouros: Londres, tendo aí frequentado a Slade School of Art. Foi também na capital inglesa que conheceu o seu marido, o pintor Victor Willing, e em 1963 passou a residir aí embora mantenha um contacto próximo com Portugal, onde a sua obra é alvo de atenção regular.

 

Uma das provas de maior reconhecimento por cá foi o convite de Jorge Sampaio, então Presidente da República, para pintar oito quadros sobre a vida da Virgem Maria, que se encontram agora na capela do Palácio de Belém, assim como o seu retrato oficial. A última exposição no Museu de Serralves, no Porto, conseguiu cerca de 300 mil visitantes. Internacionalmente, um dos pontos altos da sua carreira foi tornar-se na primeira Artista Associada da National Gallery, de Londres, em 1990.

 

Agora, naquela que é porventura a sua fase áurea, a artista exibe entre 25 de Setembro e 30 de Dezembro toda a sua obra no Museu Rainha Sofia, em Madrid, numa retrospectiva que inclui alguns inéditos. A exposição divide o percurso de Paula Rego em quatro grandes momentos - 1953/66, 1981/93, 1993/2000, 2000/2006 - e contempla pinturas e colagens,  partindo dos primeiros trabalhos e evidenciando a passagem para uma componente mais narrativa, que tem vincado as suas pinturas dos últimos anos.

publicado por Equipa SAPO às 12:34
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6 comentários:
De rabat_bat a 25 de Setembro de 2007 às 12:13
Tive oportunidade e ver uma exposição dos quadros de Paula Rêgo em Aljezur no verão e adorei... É uma senhora de excelência.

De u2u a 25 de Setembro de 2007 às 12:48
Vi algumas obras, mas qualquer uma é fascinante.
:)
De Ricardo a 25 de Setembro de 2007 às 18:37
Foi muito infeliz ao comentar mostrando uma quadro,"com brancos e pretos",no fim os brancos matam os pretos.Só se era aquilo que fazia?
De Almeida a 26 de Setembro de 2007 às 12:26
Eu já vi muitas obras da Paula Rego, mas pessoalmente não comprava nenhuma. Gostos são gostos. Existem muitos artistas Portugueses bem melhores que a Paula Rego, no entanto não têm é o marketing suficiente por trás nem o apoio politico que eça disruta , já para não falar no lobbie Paula Rego junto dos Críticos de Arte Locais.
Somos um País piquinino. De qualquer modo dou os meus parabéns à artista por conseguir fazer-se ouvir falar quanto mais não seja de portugal.
Boas exposições e belissimas vendas ...
De Carlos Neves a 30 de Outubro de 2009 às 22:39
Será necessário ser reconhecido primeiro no estrangeiro para depois ser reconhecido em Portugal ?

Carlos Neves
De EP a 28 de Junho de 2012 às 15:21
para os fãs de Paula Rego, visitem,,,


www.facebook.com/paulafigueiroarego

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